segunda-feira, 23 de junho de 2008

Kibon lança sorvetes para o inverno



A Kibon lança novos sabores de sorvetes criados para o inverno. O Eski-bom, cuja nova embalagem foi desenvolvida pela Rex Design, ganhará o sabor morango e o Magnum terá as variantes “Sound” e “Taste”, com as embalagens adaptadas pela agência Costa Galli. O Fruttare terá os sabores Coco com Abacaxi nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; e Graviola, no Norte e Nordeste. O layout das embalagens é da Design Absoluto.

Fonte: Embalagem Marca

Vodca Kovak estréia novas embalagens



Garrafa de vidro com linhas retas levemente afuniladas na base e ombro definido e marcado é a nova apresentação da vodca Kovak. Supridas pela Owens Illinois, as garrafas têm a águia bicéfala aplicada em relevo na parte frontal e são fechadas por tampas da Guala Closures. O sistema de decoração é feito em silk screen, destacando o nome da vodca em um fundo vermelho. O redesenho estrutural e gráfico das embalagens tem a assinatura da Packaging Brands.

Fonte: Embalagem Marca

Os supermercados já sentem no caixa as quedas nas vendas




Latin Panel - 23/06/08

Os supermercados já sentem no caixa as quedas nas vendas. Pesquisa da Latin Panel mostra que, de janeiro a março, o volume de compras para abastecimento do lar registrou queda de 6% na comparação com o último trimestre de 2007.

Na Classe DE, a queda foi mais acentuada: 7%. “O consumidor é fiel ao seu bolso. Com a alta dos alimentos, ele está mais seletivo, substituindo produtos, trocando marcas e comprando em outros canais de venda”, afirma Fátima Merlin, gerente de Atendimento ao Varejo da Latin Panel.

Workshop Retail Experience




Confira o conteúdo programático completo:

1. Histórico e Cenário:

- Evolução do consumo no Brasil e no mundo
- História e Evolução das Marcas
- Globalização e Regionalização

2. Tendências de Consumo:

- O consumidor
- Humanização e relacionamento
- Contexto de compra e autoconceito
- Semiótica do consumo

3. Identidade de Marca:

- Sentidos e memória
- Estilo de vida X público-alvo
- Experiência de consumo
- CRM (Customer Relationship Management) e CEM (Customer Experience Management)
- Fidelização
- Motivação e Identificação de compra
- Responsabilidade e inclusão social no varejo
- Responsabilidade ambiental e consumo consciente
- Emoção da Experiência
- A alma do negócio
- Varejo competitivo X Varejo diferenciado

4. Excelência em Gestão:

- Gestão de pessoas
- SAC
- Call center e ombudsman
- Gerenciando relacionamento
- Serviços
- Compras

5. O Valor da Experiência:

- Concretização da experiência
- Contextualização de compra
- Mantras de marca
- Sound branding
- Smell branding
- Design e arquitetura do PDV
- Lay out, exposição e merchandising
- Mix de produtos
- Customização
- Inovação e ousadia

Mais informações:
www.friedman.com.br

Óleo de soja mais caro faz brasileiro comprar azeite


Valor Online - Lílian Cunha, São Paulo, 23/06/2008

A culinária do brasileiro está mudando graças a uma salada de números: o preço do óleo de soja subiu 63%; o de girassol, 54% e o de milho, 33%. Tudo isso durante os últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nesse mesmo período, o preço dos azeites de oliva caíram 6%. Os óleos compostos, aqueles que misturam óleo de soja com oliva, caíram ainda mais: o preço chega a estar 50% menor do que há um ano, segundo o Instituto Euromonitor. O resultado dessa matemática foi parar na cozinha do consumidor, onde o azeite conquista o espaço do óleo de soja.

"Tradicionalmente e culturalmente acreditávamos que o azeite serve só para tempero e não como óleo para fritura ou ingrediente de pratos", diz o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira, lembrando que o preferido do consumidor há décadas é o óleo de soja.

"Mas hoje, por motivo de preço e também de preocupação com a saúde, muito consumidor já usa só o azeite, substituindo os óleos na cozinha", diz Paula Gordilho, responsável pelos negócios de marketing da Aceite Cocinero, distribuído pela multinacional holandesa Bunge, segunda maior empresa do setor de óleos de cozinha no Brasil.

A conta é a seguinte: o litro do óleo de soja custa hoje R$ 5,50 em média, nos supermercados de São Paulo. O composto sai por dois reais a mais. Já o preço do litro do azeite fica em R$ 15,20, em média, levando em conta as marcas mais populares. "Na ponta do lápis, mesmo custando mais, o azeite traz mais benefício e por isso o consumidor faz a troca pelo azeite ou pelo composto", diz Marcel Motta, analista de pesquisas sênior da Euromonitor.

O instituto apurou que, há 12 meses, o óleo de soja tinha 90% das vendas do mercado brasileiro. Hoje, está com 89%. O recuo parece pequeno, mas em um segmento que vende 962 milhões de litros ao ano, ou R$ 2,9 bilhões, um ponto percentual corresponde a quase R$ 30 milhões.

O curioso é que o consumo de óleos de cozinha, seja de soja ou de oliva, continua o mesmo: em 2006, cada lar no país consumiu 25,1 litros. Em 2007, a quantidade permaneceu a mesma, segundo pesquisa da Latin Panel. Isso, segundo o analista, confirma a tendência de migração do consumo para o azeite. Essa mudança foi acompanha de outro movimento: o dos produtores de soja e óleos vegetais.

"Nos últimos anos, o produto vinha caindo de preço devido às grande safras do grão", diz Motta. Mas com o real valorizado, caíram as exportações e como saída, os agricultores encontraram o biodiesel, cuja composição é 90% soja. "Grande parte dos produtores estão deixando o óleo doméstico de lado para entrar na área de combustíveis", explica o analista. "Isso faz o preço subir."

Na contra-mão, o azeite perdeu preço com a queda do dólar e ganhou consumidores. O volume de azeite vendido no Brasil em 2007 ficou em 23.580 toneladas. Cresceu 8% em 2005, 9% em 2006 e 10% no ano passado, diz o português Luis Santos, diretor de marketing do grupo Sovena, ao qual pertence a marca de azeite Andorinha. "O mercado cresce agora a 15% ao ano", acrescenta.

Nesse ritmo, a Andorinha, segundo ele, baterá seu recorde de venda no Brasil, com 4 milhões de litros neste ano. O mesmo otimismo contamina a argentina Cocinero, que há um ano tinha 2% do mercado e agora comemora seus 4%, graças ao novo consumidor.

Mas quem são os novos adeptos do azeite? "A maior parte ainda pertence à classe A ou B, que além de querer uma melhor relação entre custo e benefício, deseja um produto mais saudável", diz Paula Gordilho.

A classe C, entretanto, também está dando um toque mediterrâneo aos seus quitutes. Isso graças ao óleo composto, aquele 80% soja, 20% oliva. "Há dois anos, esse produto custava três vezes mais que o óleo de soja. A diferença agora é só de 30%", diz Motta.

A popularidade do composto está tão em alta que a marca líder, o azeite Maria, que pertencia à Vida Alimentos, foi comprada por US$ 24,7 milhões há pouco mais de um ano pela Cargill, a maior companhia do setor, dona das marcas Liza e Soya.

A concorrente Bunge não ficou atrás: lançou o azeite Delícia, no segundo semestre de 2006. Também incluiu o composto Salada, em 2006, na sua linha de produtos.

"Nos últimos dois anos, o número de marcas de azeite nas prateleiras dos supermercados mais que dobrou", diz o analista da Euromonitor. Isso, segundo ele, confunde o consumidor. "A Bunge, lançando azeites com rótulos de marcas já conhecidas como Delícia, da margarina, e Salada, com quase 80 anos de mercado, ganha a confiança do comprador. A Cargill, adquirindo uma marca tradicional, como Maria, também dribla esse fator", avalia Motta.

AmBev vai investir R$ 213 mi em maltaria em Passo Fundo (RS)





23/06/2008 - Folha Online

A AmBev anunciou nesta segunda-feira que vai investir R$ 213 milhões na construção de uma maltaria em Passo Fundo (RS). A unidade, que atenderá a demanda das fábricas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, deve entrar em operação no segundo semestre de 2009.

A produção inicial da nova unidade está prevista em 110 mil toneladas de malte. Deverão ser gerados 400 postos de trabalho diretos e indiretos. "O aumento da demanda pela cevada local também permitirá a geração de empregos voltados ao plantio, armazenagem e frete da matéria-prima", informou a empresa.

A AmBev tem cinco unidades no Rio Grande do Sul --dois centros de distribuição direta (em Pelotas e em Porto Alegre), duas fábricas (Viamão e Sapucaia do Sul) e uma maltaria em Porto Alegre. No total, a AmBev já responde por 1.500 empregos diretos e indiretos no Estado. No Brasil, são 22 mil pessoas.

"Foi uma escolha estratégica. O Rio Grande do Sul está entre os Estados que serão abastecidos com o malte produzido e é um dos principais pólos de produção de cevada do Brasil", informou o diretor de relações corporativas da AmBev, Milton Seligman, em nota à imprensa.

Dona das marcas Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Guaraná Antarctica, a AmBev também tem no RS a cerveja Polar, lançada em 29 de outubro de 1929, e que desde 1972 integra os produtos da Antarctica.

domingo, 22 de junho de 2008

Mais do que fabricar, é preciso diversificar a comercialização

Por Marcelo Miyashita - 23/06/2008

Antigamente era normal ouvirmos a famosa frase: “À venda nas melhores casas do ramo”. Isso indicava que o produto tinha qualidade, prestígio e estava facilmente disponível ao consumidor interessado em adquiri-lo. Estar nas melhores lojas era, por isso, garantia também sucesso de vendas. Sem dúvida, era uma ótima tática de distribuição de produtos. Era.

A tendência da concentração do varejo em poucos grupos obriga os fabricantes a diversificarem a distribuição.

Hoje em dia, o cenário é diferente. É um alto risco manter apenas um canal de distribuição para atingir o consumidor final. Como sabemos, atualmente, as melhores casas do ramo estão concentradas em poucos grupos varejistas. Esses grupos são fortes, sólidos e com muito poder de barganha e negociação junto aos fabricantes, principalmente àqueles que dependem grande parte de sua venda a poucos varejistas. Estas empresas, infelizmente são várias, ficam na mão do canal varejista numa inversão de papéis – onde o poder de barganha mudou do fabricante para o varejo. Como exemplo, no setor supermercadista há poucos grupos que dominam boa parte do setor, assim como no varejo de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, este mais concentrado ainda. “Quer pagar quanto?” - era até pouco tempo freqüentemente anunciado pela líder.

Apesar do movimento de concentração no varejo, o mesmo não acontece no mercado fabril. Pelo contrário, há cada vez mais fabricantes e empresas com produtos e serviços diferentes em busca do seu lugar ao sol, sem mencionar a concorrência de importados disputando as gôndolas nacionais. Resultado: os compradores do varejo estão mais poderosos, possuem mais opções de compra e são mais preparados para comandar as negociações.

É difícil ser fabricante nessa situação. Ainda mais se for um pequeno ou médio. A questão é que esse cenário é irreversível e a concentração no varejo é um fato e uma tendência. Cabe ao empresário produtor de bens manufaturados buscar saídas, diversificar, criar e manter vários canais de distribuição – até, talvez, dar um passo à frente e se tornar também varejista. No mínimo é preciso investir em uma boa área comercial e desenhar políticas comerciais que desenvolvam essa diversificação.

O estudo dos canais de distribuição e logística é uma das áreas de marketing que mais têm crescido nos últimos anos. Pelo aumento da competitividade e pelo gargalo do concentrado canal tradicional – ou seja, o varejo convencional -, empresários estão buscando saídas para comercializar sua produção. Práticas que eram consideradas de nicho e táticas de empresas específicas, hoje são adotadas e compõem opções de distribuição. Canais de venda direta, distribuidores e atacadistas, representantes comerciais, lojas próprias e até ações de marketing direto e sites com mecanismos de e-commerce são caminhos possíveis praticados pelas companhias que procuram distribuir sem concentrar.

Mais do que fabricar, diversificar a comercialização é preciso. Isso exige duas novas competências de gestão: compreender e assimilar os canais de distribuição de marketing; e gerenciar ao mesmo tempo diversos canais - seus conflitos e interesses. Há movimentos conhecidos de fabricantes, dos mais diversos setores, que estão promovendo mudanças na sua tática de distribuição. Uma indústria de eletrodomésticos está alugando filtros de água para desenvolver proximidade e relacionamento com seus clientes, na tentativa de fortalecer seu canal de venda direta, que já existe via e-commerce. Empresas de eletroeletrônicos prestam serviços de instalação e treinamento ao consumidor, para, por meio desse motivo, identificar os compradores dos seus produtos e com eles iniciar uma relação mais próxima, com certeza, culminando depois com ações de marketing direto. Ou quem sabe, venda porta-a-porta – que é o principal canal de distribuição de muitas empresas importantes do setor de cosméticos...

O fato é que sempre houve caminhos diversos para fazer o produto chegar até o cliente final, talvez por conveniência ou definição de “core business” os fabricantes limitavam-se a fabricar. Não dá mais para continuar seguindo esta definição. Os novos tempos exigem a prática do marketing de distribuição: planejar o desenvolvimento de canais, adotar políticas de comercialização, gerenciar a logística e as características de cada canal e promover a integração das ações para conseguir cobrir o mercado chegando até o cliente certo, na hora certa, no local certo, com os produtos e serviços certos e na quantidade certa. Sem sobreposição de esforços e respeitando o desenvolvimento de cada canal, esse é o desafio.

Antigamente sorvetes só vendiam em padarias e bares, olha agora.